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Local destinado para
fotografia de Serafim Corrêa de Barros, o "Bravo", tronco da árvore dos Corrêa de Barros da região de Júlio de Castilhos

TRADIÇÃO ORAL
Com grande júbilo e incontida excitação, contava-me meu avô Malaquias Corrêa de Barros, sobrinho-neto de Serafim "Bravo", que, naqueles tempos, da mesma forma como se vê nos filmes americanos, acorriam aventureiros de longas distâncias para duelar com aqueles que fossem mais bem sucedidos nas armas. Isto também ocorreu com Serafim Bravo. Certa vez, estando em um "bolicho", Serafim viu aproximar-se do balcão um indivíduo fisicamente bem dotado e mal encarado que perguntou ao "bolicheiro" onde poderia encontrar a Serafim. Como o  comerciante fosse amigo da família, perguntou-lhe o que desejava. Respondeu-lhe o forasteiro que havia sabido, no lugar donde provinha, que Serafim era conhecido como o "Rei do Facão" e que ninguém o poderia suplantar nesta arma e que, por isso, ele o bateria, tornando-se o novo "monarca". O Bravo aproximou-se do balcão e, dirigindo-se ao estranho, declarou-lhe que, se alguém quisesse duelar com Serafim, primeiramente teria que duelar com ele, sem dizer, é claro, quem era.
O desafiante aceitou a proposta e iniciaram o duelo a facão, após terem amarrado os ponchos nos antebraços livres. Assim, lutaram durante muito tempo, sem vencedor, até à exaustão, quando o estrangeiro decidiu interromper a luta. "A la putcha ! Se a ti, que não és o "Rei do Facão", eu não consigo vencer, como teria sido um duelo com ele ? Eu jamais o venceria."
E foi-se embora, conformado.
Afinal, a "majestade" de Serafim Bravo não residia apenas no brandir das armas brancas, mas, especialmente, na esperteza.
Contada por Fernando Corrêa de Barros